Nil X. Costa Barzêl Prof de Hebraico bíblico e moderno do Antigo Testamento. @costabarzel @plenooficial As tradições, construções teológicas do clero, daquela elite ambiciosa, triunfalista e nefasta, não dialogavam com ele. Todas as leituras messiânicas haviam sido produzidas a luz do triunfalismo, na expectativa de um Messias, que como rei que deveria ser, abalaria todas as estruturas da dominação estrangeira. Dominação esta, que com ela, eles mesmos flertavam as ocultas. Mas aqueles religiosos de plantão, aqueles que liam e expunham interpretações regadas às suas próprias ambições, viram nele um empecilho, um insuportável antagonista de suas ambições e paixões megalomaníacas de reino. Para eles, ele não poderia ser o Messias, pois não tinha a cara, o jeito, a procedência e as propostas tão esperadas em um rei. Não! Aquele moço, daquela Nazaré paupérrima, não negociava, não sedia, não ambicionava Yeshua ישוע foi a antítese das loucuras lúg...