Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de julho, 2020

Dica de livro #contos Herman Hesse

Dica de livro #osinal thomas de wesselow

Descrição do livro Há 2 mil anos a morte de um homem levou ao nascimento de uma nova religião. Desde então, bilhões de pessoas no mundo todo viveram e morreram em seu nome. Mas as maiores mentes ao longo dos séculos não conseguiram explicar uma simples questão: o que aconteceu para fazer com que as pessoas acreditassem nele? A resposta está neste livro esclarecedor, que reconsidera o papel da mais importante relíquia cristã, o Santo Sudário. Depois de anos consultando fontes históricas, desvendando as evidências científicas e analisando os Evangelhos, o historiador da arte Thomas de Wesselow chega a uma conclusão reveladora – após nos conduzir por um passeio fascinante pela história da religião e narrar passo a passo os eventos que culminaram no fatídico Domingo de Páscoa. Proteção energética no dia a dia : um guia prático Importância da Proteção Energética Por apenas: R$ 24,99 R$ 4,99 ou em 1x de R$ 4,99 Começar a ler agora

Os Três Pilares da Civilização Ocidental

Babel - Portal dos Deuses

        Nil X. Costa Barzêl Prof de Hebraico bíblico e moderno do Antigo Testamento. @costabarzel    @plenooficial A Babilônia é conhecida por muitos através das narrativas bíblicas, principalmente a de Gênesis 11.1-9, a conhecida "Torre de Babel". O nome da cidade no texto bíblico em nada tem haver com o verdadeiro nome da antiga cidade, a expressão "Migdal Babel" מגדל בבל, é de execração, visto partir da palavra hebraica "Lebalbel" לבלבל (confusão). Embora o texto busque recuar aos arcontes da história da humanidade no Antigo Oriente, sua composição está ligada a experiência da Golá judaica em 587 a.C (Exílio babilônico). Foi na experiência do exílio que a elite judaica se deparou com aquilo que deu origem a narrativa da "Torre de Babel", ou seja, com a grande torre de 91 metros de altura, o Entemenanki do deus babilônico Marduk, que fazia parte das composições de arquitetura sacra junto com o Ezagila (outro templo de Marduk).  O texto da Torre...

A face da missão

        Nil X. Costa Barzêl Prof de Hebraico bíblico e moderno do Antigo Testamento. @costabarzel    @plenooficial As tradições, construções teológicas do clero, daquela elite ambiciosa, triunfalista e nefasta, não dialogavam com ele. Todas as leituras messiânicas haviam sido produzidas a luz do triunfalismo, na expectativa de um Messias, que como rei que deveria ser, abalaria todas as estruturas da dominação estrangeira. Dominação esta, que com ela, eles mesmos flertavam as ocultas.  Mas aqueles religiosos de plantão, aqueles que liam e expunham interpretações regadas às suas próprias ambições, viram nele um empecilho, um insuportável antagonista de suas ambições e paixões megalomaníacas de reino. Para eles, ele não poderia ser o Messias, pois não tinha a cara, o jeito, a procedência e as propostas tão esperadas em um rei. Não! Aquele moço, daquela Nazaré paupérrima, não negociava, não sedia, não ambicionava Yeshua ישוע foi a antítese das loucuras lúg...

Tehôm - Abismo

        Nil X. Costa Barzêl Prof de Hebraico bíblico e moderno do Antigo Testamento. @costabarzel    @plenooficial "O Caos em Gênesis 1 e a Mitologia dos Povos no Antigo Oriente Próximo" "Tehôm" תהום, na Bíblia portuguêsa se encontra traduzido por "Abismo", que não permite captuar o contexto imediato dessa palavra. Faz-se necessário mergulhar na língua hebraica, como também, em todo a cultura do Antigo Oriente Próximo, afim de apreender o arcabouço cultural dessa narrativa.  O texto diz: "Bereshit bará Elohim et hashamayim weet haáretz, wehaáretz hayitá tohû wavohû. Wechôshech al pney "tehôm" werûach Elohim merachêfet al pney hamaim. בראשית ברא אלוהים את השמים ואת הארץ, והארץ היתה תהו ובוהו וחושך על פני תהום. Embora haja rejeição de que o texto esteja relacionado com a cultura ampla antigo-oriental, percebe-se a dependência no sema dos termos, como por exemplo, as palavras Tohû תהו e Bohû בהו, que outrora referiam-se as deusas que chocaram o...

Eva - Chawá

        Nil X. Costa Barzêl Prof de Hebraico bíblico e moderno do Antigo Testamento. @costabarzel    @plenooficial Gênesis 2. 21-22, nos dá conta da criação de Eva, como procedente da costela de Adão. A palavra hebraica que foi traduzida por "costela" é Tselá צלע, que seria talvez, mais bem traduzida por flanco, lado. Seria essa operação divina um desmembramento de algo que já se encontrava em Adão? É difícil de saber, mas não deixa de ser uma ideia rica.  A palavra Tselá, sendo interpretada como "lado", desbanca a inferiorização do feminino, e impossibilita as leituras capciosas machistas, como também, o fato de o texto dizer que, a motivação divina para tal realização, foi a solidão de Adão (não é bom que o homem esteja só).  Embora não hajam pormenores sobre um Adão angustiado, na expressão "não é bom que o homem esteja só", contudo, implicitamente, parece sim propor algo nesse sentido; visto que, o que não é bom, faz mal. Se torna impossível n...

Enuma - Elish

        Nil X. Costa Barzêl Prof de Hebraico bíblico e moderno do Antigo Testamento. @costabarzel    @plenooficial A compreensão histórica sobre os povos do Crescente Fértil, alterou-se a partir do século XIX EC. Pouco se sabia sobre os povos que ocuparam a Mesopotâmia, sua cultura abrangente e as vicissitudes históricas que os envolveram, até que no século XIX, os expedicionários ao buscarem informações sobre o Império Assírio, se depararam com algo muito mais amplo e rico.  A Biblioteca de Nínive, também conhecida como Biblioteca de Assurbanípal, é uma coleção de milhares de placas em argila contendo textos em escrita cuneiforme sobre vários assuntos, a partir do 7º século a. C. Dentro desse acervo está a famosa Epopeia de Gilgamesh. Foi a descoberta da Biblioteca de Assurbanipal na região que havia sido a antiga capital assíria Ninive, que trouxe a tona um amplo acervo literário em escrita cuneiforme, que não apenas permitia conhecer os assírios, ma...

Voz que clama no deserto?

        Nil X. Costa Barzêl Prof de Hebraico bíblico e moderno do Antigo Testamento. @costabarzel    @plenooficial (Isaías 40.3-5) Hebraico-transliteração: "kôl korê bamidbar panû dêrekh Adonay, yashrû baaravá messilá Leloheynu". A compreensão desse texto e uma tradução exata, exige conhecimento do hebraico, de suas pontuações vocálicas e de cantilação, e também, do contexto histórico que o envolve.  Sabe-se, entre os acadêmicos, que o livro de Isaías constitúi-se uma costura de três autores diferentes: 1)o Proto-Isaias (o profeta Isaías do século VIII a.C), que vai do capítulo 1 ao 39; 2) o Deutero-Isaias (provavelmente um grupo profético do exílio babilônico), que vai do capítulo 40 ao 55; e o Trito-Isaias, que vai do capítulo 56 ao 66. Isaías 40, pertence, provavelmente, ao período final do exílio babilônico 538 a.C., em que o rei Ciro da Pérsia declara o retorno dos povos deportados às suas respectivas terras.  A linguagem do Deutero-Isaias, e...