quinta-feira, 24 de maio de 2012

Um lugar para guardar conhecimento


A nova Biblioteca de Alexandria busca recuperar o espírito do maior centro cultural que já existiu


Atenção, leitores! Viajaremos no tempo até a Antiguidade. Numa cidade romana que, vejam só!, era localizada em pleno Egito, foi construído o maior centro cultural que a humanidade já viu: a Biblioteca de Alexandria. O prédio, gigantesco, continha rolos e mais rolos com obras dos grandes pensadores da época, além de abrigar encontros de intelectuais que discutiam os mais variados assuntos (saiba mais na CHC 234).
Ok. Voltando aos nossos dias… Estamos em 2012, e nada sobrou do prédio que, por séculos, foi considerado uma das Sete Maravilhas do Mundo. A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e o governo egípcio, porém, continuam determinados a manter vivo o espírito da Biblioteca de Alexandria.
Em 2002, eles inauguraram uma nova instituição que, como a original, é muito mais que uma simples biblioteca. Seu principal objetivo é criar um ambiente tão produtivo quanto o que se tinha no passado, permitindo o diálogo entre pessoas e culturas, além da produção e disseminação do conhecimento.
A nova biblioteca é grande e bem bonita: a foto da esquerda mostra o prédio da Biblioteca de Alexandria e a da direita mostra uma das salas de leitura (Foto: Divulgação Bibliotheca Alexandrina)
A nova Biblioteca de Alexandria, localizada na mesma cidade onde ficava a biblioteca anterior, é um complexo que inclui centros de pesquisa, museus, planetário, bibliotecas especializadas e muitos outros espaços. Ela também possui um acervo digital – afinal, estamos no século 21 e é preciso inovar para acompanhar os novos tempos!
Outra diferença interessante é que, enquanto, no passado, as crianças ficavam de fora dos espaços da antiga biblioteca e só podiam entrar lá na adolescência, a nova Biblioteca de Alexandria possui um espaço voltado só para crianças. Além de livros de todos os assuntos, ele também oferece diversas atividades como exibição de filmes.
A nova Biblioteca de Alexandria possui um espaço voltado só para crianças e também oferece diversas atividades, como a exibição de filmes (Foto: Divulgação Bibliotheca Alexandrina)
Cerca de 1,5 milhão de visitantes passam, a cada ano, por este grande centro cultural. Se você não pode ir até lá pessoalmente para conferir, não se preocupe: ao menos uma visita virtual é possível. Basta acessar a página virtual da Biblioteca de Alexandria (em inglês) e matar a curiosidade!

Esse dia foi marcante onde




eu fui DJ e Mestre de Cerimônia de um desfile de moda na mansão dos Girassois no Morumbi, ao meu lado estão, Eddy Payxão e Aice que também contemplaram muita gente bonita um lugar maravilhoso, um dia completo, com muito glamour, elegancia, bom gosto, e pessoas fazendo o bem em uma data tão especial, desde já muito agradecido pelo carinho de Maria Alice Maluf por nos receber muito bem em sua casa, a Ana Junqueira pelo grande profissionalismo e atenção, a Andy Szecenyi , Marcela Nunes Santo e as grifes Delsa e Cara amei sua roupa que exibiram as mais novas tendencias da moda teen, noivas e madrinhas.
 

terça-feira, 15 de maio de 2012

DT3S & Borracha Beat Box em sumaré 30/06/12

Deus foi almoçar - novo romance de Ferréz

Escrito durante 7 anos, Deus foi Almoçar é o novo livro de Ferréz.O romance psicológico, sobre um personagem de meia idade, que trabalha num arquivo morto e se apaixona por uma mulher que passa o dia inteiro lavando o quintal.
O personagem principal chamado Calixto também tem um estranho amigo chamado Lourival que coleciona todo tipo de coisas.
A densidade psicológica de um homem aparentemente comum, que vive os tempos de hoje como ele deve ser vivido, dias amargos e incertos.



















Trecho de Deus foi almoçar
É madrugada, alguém leva outra pessoa para juntos não chegarem.
Alguém lava pratos e deixa cair água dos olhos numa casa de aluguel.
Alguém descobre que ninguém é dono de nada.
É madrugada, alguém atravessa uma ponte em Madison.
Estou sozinha agora, a pequena dorme, e finalmente estou sozinha agora.
Meu nome não é Francesca, e nem Moll Flanders, mas eu tenho alguns motivos pra viver também.
Ele chegou tarde, eu não vivo a relação como ele, eu não lavo louça como ele, nem faço café como ele, eu espero que ele pergunte, que adivinhe a mudança, que me faça sentir que estou aqui dentro dessa casa, que um dia foi um ninho.
Cruza a sala, ao banheiro ele chega. Mais atenção ao barbear do que ao se trocar, menos espaço entre o passado que o beijo que dará no futuro, em outra alguém, pois na chegada os lábios molhados viraram somente um pequeno olhar de soslaio, daqueles que agente faz pra algum carteiro, quando não espera de fato correspondência.
Em algum lugar um rato está preso em uma cômoda, onde um pequeno espelho mostrou tantas vezes para uma menina, que o tempo é implacável com as pessoas.
A planta foi aguada, a terra revirada, o chão varrido, as panelas guardadas, a comida cozida, a teia arrancada, a cama arrumada, a janela lavada, a roupa passada, a vida guardada, o amor jogado, o carinho deixado de lado.
Se fosse um fotógrafo talvez me olhasse como algo que pudesse se assemelhar a uma imagem.
Alguém joga 808 kilos de aço e plástico mais 75 kilos de carne contra um poste.
Ele não tirou os sapatos ao entrar, ninguém nunca tira os sapatos ao entrar num lugar que não se ama.
Sempre cuidei dele muito bem, deixando o que ele gosta sempre perto, nunca viajei para que não o fizesse infeliz, minha mãe morreu em abril próximo, pedi a um primo para me enviar uma foto do enterro, todos estranharam, mas japoneses filmam velórios.
Suas meias não estarão enroladas na semana que vem, nem suas camisas passadas.
Ele parece não ter entendido direito, não me viu chorar, nem gritou para que não acordasse a pequena, o que eu fiz foi deixar aquilo tudo muito claro, racionalizar para resolver o problema.