sexta-feira, 27 de abril de 2012

Já perdoei erros quase imperdoáveis - Charles Chaplin


"Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso, já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém.

Já abracei pra proteger, já dei risada quando não podia, fiz amigos eternos, amei e fui amado, mas também já fui rejeitado, fui amado e não amei.


Já gritei e pulei de tanta felicidade, já vivi de amor e fiz juras eternas, "quebrei a cara muitas vezes"!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos, já liguei só para escutar uma voz, me apaixonei por um sorriso, já pensei que fosse morrer de tanta saudade e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).

Mas vivi, e ainda vivo! Não passo pela vida… E você também não deveria passar!


Viva!

Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é "muito" pra ser insignificante."

Maior cemitério do Mundo Antigo identificado na cidade bíblica de Zoar junto a Sodoma e Gomorra

ZoharZoharZoharMilhares de sepultamentos antigos foram descobertos no sudeste do Mar Morto. Em meio ao deserto árido da Zoar bíblica (Zoora antigo) a sudeste do Mar Morto, milhares de sepulturas antigas, algumas com mais de 4.500 anos, foram descobertos, tornando-se talvez o maior cemitério do mundo antigo. Os enterros da antiga Zoora lançam luz sobre a panóplia de culturas e religiões que viveram aqui desde o início da Idade do Bronze até o fim do período bizantino.
No extremo sudeste do Mar Morto, situado entre as praias de sal incrustados sobre o mar e os caminho dos planaltos transjordaniano, encontra-se a Zoar bíblica (Zoora antiga ou Zoara). Segundo a Bíblia e a tradição cristã primitiva Ló e suas filhas fugiram para Zoar (Zoora) após a destruição de Sodoma e Gomorra.
Mas, como autor Konstantinos Politis explica em "Morte no Mar Morto," as duras, colinas desoladas de Zoar (Zoora), localizadas no ponto mais baixo na terra, é possivelmente o maior cemitério do mundo antigo, que serviu durante milhares de anos como o cemitério privilegiado para inúmeros povos e credos. Os enterros antigos que Politis descobriu ao longo de três décadas de trabalho em Zoar (Zoora) lançaram luz sobre as culturas e religiões que haviam aqui desde o início da Idade do Bronze e, posteriormente, incluiu os nabateus, judeus e cristãos.
Além de Israel, nenhum país tem tantos lugares bíblicos e associações como a Jordânia ao lado: O Monte Nebo, de onde Moisés contemplou a Terra Prometida; Betânia além do Jordão, onde João Batista batizou Jesus; a Caverna de Ló, onde Ló e suas filhas se refugiaram após a destruição de Sodoma e Gomorra, e muitos mais.
Os primeiros sepultamentos antigos descobertos nesta região entre Israel e a Jordânia datam do início da Idade do Bronze I-II (c. 3100-2600 AC). Estes túmulos foram construídos durante o auge da região nas duas maiores cidades, Bab edh-Dhra e Numeira, considerados por alguns como as ruínas das cidades de Sodoma e Gomorra.
Cerca de 2.500 anos mais tarde, o sítio de Khirbet Qazone, cerca de 15 quilômetros ao norte de Zoar, foi usado como um cemitério vasto durante o período do reino dos Nabateus. Aqui foram realizados mais de 5.000 sepultamentos antigos, desde o século I AC ao século IV DC. Ao mesmo tempo, as famílias judaicas também foram se mudando na região de Zoar (Zoora) e comprando pomares e fazendas na região. Dezenas de lápides judaicas posteriores foram encontrados em Zoar (Zoora) atestando a presença continua da comunidade judaica na região durante a antiguidade.
Durante o período bizantino (do IV até VI DC), Zoar (Zoora) se tornou um centro de uma próspera comunidade cristã. Os cristãos locais construiram um impressionante mosteiro para comemorar a caverna onde eles acreditavam que Lo e suas filhas tinham encontrado refúgio durante a destruição de Sodoma e Gomorra. A cidade era a mesma de um bispado grande cristão. Como tal, não é nenhuma surpresa haver ali centenas de túmulos antigos e lápides com inscrições em grego nos túmulos de cristãos que foram encontrados na Zoora Bizantina.
Embora alguns desses enterros antigos de Zoar (Zoora) podem ter sobrevivido em grande parte intactos, a maioria foram roubados e destruídos por saqueadores. Felizmente, Politis conseguiu documentar muitos dos sepulcros que não foram violados desde a antiguidade e salvar mais de 400 lápides escritas em grego e aramaico que foram roubadas de Zoar (Zoora), o maior cemitério do mundo antigo. Alguns destes túmulos estão agora em exposição em um novo museu dedicado a antiguidades Zoar (ver "Museu da Caverna de Ló que deve ser inaugurado em na Antiga Zoar".)

A canção do rap - A homenagem de Chico Buarque ao rapper Criolo retoma o antigo diálogo entre o cantofalado e a MPB

Edgard Murano

O rapper Criolo: versão Cálice rendeu-lhe uma homenagem do compositor Chico Buarque
Quem disse que a canção acabou? Após especulações sobre o seu fim, o gênero musical voltou a ser manchete. Na estreia da turnê de Chico Buarque em Belo Horizonte (MG), no começo de novembro, o compositor surpreendeu ao cantar em ritmo de rap uma resposta ao rapper Criolo:
"Era como se o camarada dissesse: 'Bem-vindo ao clube, Chicão, bem-vindo ao clube'. Valeu, Criolo Doido! Evoé, jovem artista. Palmas pro refrão do rapper paulista."
Um dos artistas mais cultuados da MPB, Chico retribuía a homenagem que lhe fizera Criolo, músico-revelação que, embora associado ao rap, deve seu sucesso ao talento com que dialoga com estilos como o jazz, o afrobeat e a MPB. Autor do hit Não Existe Amor em SP , do álbum "Nó na Orelha", o rapper paulista venceu três categorias do VMB 2011 (prêmio da MTV Brasil), alternando o característico "cantofalado" do gênero com passagens mais melódicas e refrões "assobiáveis'.

"Pai, afasta de mim a biqueira,
afasta de mim as 'biate',
afasta de mim a 'cocaine',
pois na quebrada escorre sangue."

Ao parafrasear a canção Cálice , Criolo conseguiu não só a simpatia de Chico (que fez questão de repetir os versos parodiados no show) como aproximou dois gêneros que pareciam irreconciliáveis.
- Toda canção brasileira procede da fala, mesmo as que não parecem ter essa origem. Canção sem respaldo no "modo de dizer" não convence, não emplaca. Aliás, o rap é uma canção mais radical porque não camufla em nada sua origem verbal. É uma canção quase pura, despojada dos afetos normalmente associados à linha melódica - diz o linguista Luiz Tatit, autor de livros como Cancionista e Semiótica da Canção.
Antecedentes
Abreviação de rhythm & poetry (ritmo & poesia), o rap surgiu nos EUA na década de 60, sendo depois assimilado pelo Brasil. Sua origem está relacionada à tradição oral dos griots (contadores de histórias), equivalentes africanos dos bardos e dos vates ocidentais. Contudo, antes de o movimento hip hop fincar raízes no país nos anos 80, o estilo "cantofalado" já dera as caras em outros gêneros e tradições musicais.
- Há vários exemplos de "rap antes do rap", de canto realmente falado, na MPB. Exemplo é um trecho de Seu Jacinto , de Noel Rosa. Há também várias cantigas infantis como o "ordem" ("ordem/seu lugar/sem rir/sem falar", etc.) e o "pique" das festas de aniversário ("é pique/é pique/é pique, pique, pique"). Foi a união deste cantofalado ao samba que deu origem aos primeiros "proto-raps" em ritmo de samba, compostos pela dupla Alberto Paz e Edson Menezes e lançados por Jair Rodrigues, como Deixa Isso Pra Lá , Zigue-Zague e Tá Engrossando - afirma o jornalista e compositor Ayrton Mugnani Jr.

"Deixa que digam / Que pensem /
Que falem / Deixa isso pra lá /
Vem pra cá / O que que tem? /
Eu não estou fazendo nada /
Você também / Faz mal bater um papo /
Assim gostoso com alguém?"

Para Ayrton, essa evolução na maneira de cantar que culminaria no rap deu-se naturalmente no Brasil, já que sempre existiram tanto o "cantofalado" (monocórdico ou com pouca variação de notas) quanto a "fala cantada" (não monocórdica e com variação nas notas correspondente às sílabas). Assumindo diferentes nuances, cadências e modulações verbais, a música brasileira foi pródiga em manifestações que privilegiaram o ritmo falado, não raro de forma camuflada, como no "samba de breque", em que simplesmente se interrompe a melodia para um aparte comentado.


Itamar Assmpção: espírito de época propenso a lirismo menos melódico e mais ligado à concretude da fala cotidiana
Tradição falada
Tatiana Ivanovici, jornalista e produtora cultural responsável pelo portal DoLadoDeCá [www.doladodeca.com.br ], reforça a tese de que o cantofalado tem antecedentes antigos na tradição musical brasileira.
- Antes de o rap surgir já tínhamos a embolada, o repente, o partido-alto, que fazem uso do improviso, free style , etc. Ritmos tradicionais e regionais do Brasil que também utilizam o cantofalado - explica Tatiana. O próprio Chico Buarque já flertara com o repente e a embolada em canções como Ode aos Ratos (2006) e Olê Olá (2005).
Outro cantor e compositor brasileiro que se valeu da modulação da fala em suas canções foi Itamar Assumpção. Por ocasião do lançamento da obra completa do músico pelo Sesc (o box "Caixa Preta") em outubro de 2010, o jornalista e DJ Ronaldo Evangelista afirmou que Assumpção era um artista particular, cujas canções não derivavam de movimentos ou planos, mas eram "costuradas sobre riffs e linhas e beats de baixo e crônicas de cantofalado com achados poéticos da vida de todo dia".
Embora a obra de Assumpção não guarde relação direta com a black music de matriz norte-americana, à qual se filia o rap, o estilo idiossincrático e alternativo do músico parece ter se alimentado de um "espírito de época" propenso a um lirismo menos melódico e mais ligado à concretude da fala cotidiana. Nesse sentido, pode-se dizer que o rap se valeu dessa modulação verbal, despida dos afetos da melodia, para reforçar sua mensagem.
- O rap é uma canção dedicada aos conteúdos referenciais, como denúncias, protestos, crônicas e relatos, daí a necessidade de neutralização dos grandes percursos melódicos ou passionais para que se preste atenção ao conteúdo da fala - afirma Luiz Tatit.
Assim, com a melodia quase totalmente minimizada e com as reiterações típicas da canção em segundo plano, abre-se caminho para uma linguagem mais objetiva.
Referencial
Não por acaso, a introdução de Fim de Semana no Parque , primeira faixa do álbum "Raio X do Brasil" (1993), do Racionais Mc's, põe a limpo esse caráter referencial e informativo do rap, que o grupo ajudou a amadurecer no Brasil.
"Você está entrando no mundo da informação, autoconhecimento, denúncia e diversão. Esse é o raio x do Brasil, seja bem-vindo... a toda comunidade pobre da zona sul."
O amadurecimento dessa linguagem, levado a cabo por nomes como Mano Brown, Sabotage, Thaíde, Don L, Emicida entre muitos outros rappers que ajudaram a dar uma cara ao gênero, está longe de ter fim. Desde a linhagem mais melódica e celebratória do rap (inspirada no estilo West Coast norte-americano) até o Gangsta (por sua vez mais monocórdico e centrado na vida marginal), o cantofalado brasileiro vem se diversificando e assumindo influências. São muitos os exemplos de rappers que vêm conseguindo "arejar" o discurso do gênero, empurrando suas fronteiras e levando-o a outros públicos sem facilitá-lo ou descaracterizá-lo.
O próprio Mano Brown tem conseguido imprimir em seus versos um ritmo cada vez mais complexo e próximo da fala, mas nem por isso menos interessante, distanciando o rap das cadências monocórdicas e da métrica simples que marcaram o gênero nos anos 80. Em O Tempo é Rei , do álbum "Equilíbrio", Brown abandona qualquer melodia ou ritmo para exercer, em tom de conversa, sua verve de cronista ao longo dos quase 20 minutos da canção. Um outro Brown, porém, já lançara mão desse artifício. Em King Heroin (1972), o "padrinho do soul" James Brown deixou de lado a melodia habitual do funk para adotar uma cadência puramente falada, alertando as pessoas sobre os perigos do vício em heroína.


Jair Rodrigues: samba falado antes do rap
Conversa
O francês Serge Gainsbourg usou o recurso da fala em seu cultuado álbum "Histoire de Melody Nelson" (1971), em que longas passagens faladas se mesclam a faixas de rock progressivo. Porém, é na canção Requiem pour un Con , também de Serge, que temos um dos exemplos mais bem acabados de "proto-rap", marcado por uma batida forte e pela fala monocórdica.
Nos EUA, não há um consenso sobre a paternidade do rap, dividida entre Kurtis Blow, Gil Scott-Heron e The Last Poets, além de Isaac Hayes, com sua memorável faixa Ike's Rap , do álbum "Black Moses" (1971). Chama atenção também o primeiro disco de Gil Scott-Heron, "Small Talk at 125th and Lenox" (1970), algo como "conversa fiada na 125 com a Lenox". Nesse álbum, um dos marcos do gênero, descortina-se um rap mais primitivo, com percussão africana ao fundo e letras declamadas por Gil, tal como se fazia nos happenings e saraus.
Clássicos
Em sua origem na música clássica, o termo "cantofalado" (do alemão Sprechgesang ) designa a técnica expressionista vocal situada entre o canto e a fala, ligada à recitação operística, na qual certas "alturas" são cantadas e articuladas como na fala. O exemplo mais bem acabado dessa técnica está na ópera atonal Pierrot Lunaire (1912), do austríaco Arnold Schoenberg, pai do método dodecafônico de composição. Grosso modo , o método consistiu na eliminação sistemática da melodia tal como concebida pela música ocidental de então.
A neutralização melódica do rap, assim como definiu Luiz Tatit, não deixa de ter relação com o atonalismo schoenberguiano. Ao enfatizar a mensagem, despindo-a de adornos melódicos, não só o rap como outros estilos exacerbaram o conteúdo das canções, tornando-as ásperas e agressivas, mas também intimistas e até literárias. Mesmo assim, há quem não tome o cantofalado do rap como canção. A esse respeito, Tatit comenta:
- O rap é o sinal mais notório da vitalidade da linguagem da canção. O que podemos dizer é que o rap é um gênero de canção. Isso é mais aceitável - afirma o linguista.
Nesse sentido, o diálogo entre Criolo e Chico Buarque não teria nada de novo. Indicaria que, para além dos preconceitos do ramo, gêneros como rap e MPB não são tão diferentes como se pensava. A iniciativa da dupla relativiza um fato de estilo que, como a história demonstra, não é exclusividade de um gênero, assim como nenhum gênero que se preze deve ficar inerte ante o florescimento de outras linguagens.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Quais são os locais sagrados de Jerusalém?

por Victor Bianchin
jerusalem
BASÍLICA DO SANTO SEPULCRO
Construída onde acredita-se ser o local da ressurreição de Jesus, é o lugar mais importante para os cristãos. Lá está uma tumba com a pedra em que o corpo de Cristo teria sido colocado. Construída no século 4, foi destruída no século 11 pelo califado que governava a cidade, reerguida e ampliada no século 12.
Jerusalém registrou só em 2010 a visita de mais de 3,5 milhões de turistas. O Rio de Janeiro, 1,6 milhões.
A CIDADELA
Também conhecida como Torre de Davi (os bizantinos erroneamente a chamavam de Palácio do rei Davi).Construída no século 2 a.C.e aprimorada nos séculos 1, 15 e 16 d.C., a Cidadela foi usada como meio de defesa, aguentando as investidas dos soldados do papa Urbano II durante a Primeira Cruzada.
SINAGOGA DE RAMBAN
Primeira grande sinagoga da cidade, erguida 500 anos após os judeus serem expulsos. Ficava perto do monte Sião, mas mudou para a localização atual por volta de 1400. Em 1599, deixou de ser uma sinagoga a mando dos otomanos que controlavam Jerusalém. Voltou a ter a função em 1967, com Israel obtendo o controle da Cidade Velha.
MONTE SIÃO
Colina próxima ao monte dasOliveiras, embora o nome Sião também seja associado à própria Jerusalém e à ideia da Terra Prometida. Lá fica a Abadiade Hagia-Maria, construída sobre o lugar em que a mãe de Jesus teria morrido. Também estão no monte o edifício onde teria ocorrido a Última Ceia e a suposta tumba do rei Davi.
VIA DOLOROSA (ou Via sacra)
É um percurso pelas ruas da cidade com 14 “estações”, que representam as etapas da crucificação de Jesus. A primeira marca sua condenação e as demais simbolizam o caminho até o Calvário, onde teria morrido. As quatro últimas estão dentro da Basílica do Santo Sepulcro. São simbólicas: não há precisão geográfica (ou histórica). Os locais já até mudaram algumas vezes.
DOMO DA ROCHA
Fica na Mesquita de Omar, finalizada em 691, e tem o domo coberto de ouro. É o terceiro lugar mais sagrado do islamismo, depois de Meca e Medina. A tal rocha fica no centro da mesquita e é, segundo a tradição islâmica, o lugar de onde Maomé ascendeu ao céu. Para os judeus, é onde Abraão foi ordenado a sacrificar seu filho Isaac.
MONTE DAS OLIVEIRAS
Segundo a Bíblia, foi o local para onde Jesus teria ido após a Última Ceia. Lá fica o jardim de Getsêmani, onde Cristo foi traído por Judas, e a Mesquita da Ascensão, construída onde ele teria ascendido para os céus. Para os judeus, é neste local que o Messias retornará no dia do Julgamento.
MURO DAS LAMENTAÇÕES
O lugar sagrado do judaísmo é parte do Templo de Salomão, destruído pelos babilônios, reconstruído no século 1 a.C. e destruído de novo em 70 d.C. pelos romanos. Sobraram quatro muros – o das Lamentações é o maior, com 57 m. No século 18, surgiu o hábito de colocar papéis com pedidos em suas fendas.
FONTES Eyewitness Travel: Jerusalem, Israel,Petra Sinai, vários autores, site oficial de Jerusalém; CONSULTORIA Cleo Ickowicz, diretora do Ministériodo Turismo de Israel no Brasil

terça-feira, 3 de abril de 2012

Sigmund Freud contra Carl Jung - Materialismo e Ateísmo Vs Ciência Honesta e Lúcida

Cultura da paz - Leonardo Boff

A cultura dominante, hoje mundializada, se estrutura ao redor da vontade de poder que se traduz por vontade de dominação da natureza, do outro, dos povos e dos mercados. Essa é a lógica dos dinossauros que criou a cultura do medo e da guerra. Praticamente em todos os países as festas nacionais e seus heróis são ligados a feitos de guerra e de violência. Os meios de comunicação levam ao paroxismo a magnificação de todo tipo de violência, bem simbolizado nos filmes de Schwazenegger como o “Exterminador do Futuro”. Nessa cultura o militar, o banqueiro e o especulador valem mais do que o poeta, o filósofo e o santo. Nos processos de socialização formal e informal, ela não cria mediações para uma cutura da paz. E sempre de novo faz suscitar a pergunta que, de forma dramática, Einstein colocou a Freud nos idos de 1932: é possivel superar ou controlar a violência? Freud, realisticamente, responde: “É impossível aos homens controlar totalmente o instinto de morte…Esfaimados pensamos no moinho que tão lentamente mói que poderíamos morrer de fome antes de receber a farinha”.

Sem detalhar a questão, diríamos que por detrás da violência funcionam poderosas estruturas. A primeira delas é o caos sempre presente no processo cosmogênico. Viemos de uma imensa explosão, o big bang. E a evolução comporta violência em todas as suas fases. São conhecidas cerca de 5 grandes dizimações em massa, ocorridas há milhões de anos atrás. Na última, há cerca de 65 milhões de anos, pereceram todos os dinossauros após reinarem, soberanos, 133 milhões de anos. A expansão do universo possui também o significado de ordenar o caos através de ordens cada vez mais complexas e, por isso também, mais harmônicas e menos violentas. Possivelmente a própria inteligência nos foi dada para pormos limites à violência e conferir-lhe um sentido construtivo.

Em segundo lugar, somos herdeiros da cultura patriarcal que instaurou a dominação do homem sobre a mulher e criou as instituições do patriarcado assentadas sobre mecanismos de violência como o Estado, as classes, o projeto da tecno-ciência, os processos de produção como objetivação da natureza e sua sistemática depredação.

Em terceiro lugar, essa cultura patriarcal gestou a guerra como forma de resolução dos conflitos. Sobre esta vasta base se formou a cultura do capital, hoje globalizada; sua lógica é a competição e não a cooperação, por isso, gera guerras econômicas e políticas e com isso desigualdades, injustiças e violências. Todas estas forças se articulam estruturalmente para consolidar a cultura da violência que nos desumaniza a todos.

A essa cultura da violência há que se opôr a cultura da paz. Hoje ela é imperativa.

É imperativa, porque as forças de destruição estão ameaçando, por todas as partes, o pacto social mínimo sem o qual regredimos a níveis de barbárie. É imperativa porque o potencial destrutivo já montado pode ameaçar toda a biosfera e impossibilitar a continuidade do projeto humano. Ou limitamos a violência e fazemos prevalecer o projeto da paz ou conheceremos, no limite, o destino dos dinossauros.

Onde buscar as inspirações para cultura da paz? Mais que imperativos voluntarísticos, é o próprio processo antroprogênico a nos fornecer indicações objetivas e seguras. A singularidade do 1% de carga genética que nos separa dos primatas superiores reside no fato de que nós, à distinção deles, somos seres sociais e cooperativos. Ao lado de estruturas de agressividade, temos capacidades de afetividade, com-paixão, solidariedade e amorização. Hoje é urgente que desentranhemos tais forças para conferir rumo mais benfazejo à história. Toda protelação é insensata.

O ser humano é o único ser que pode intervir nos processos da natureza e co-pilotar a marcha da evolução. Ele foi criado criador. Dispõe de recursos de re-engenharia da violência mediante processos civilizatórios de contenção e uso de racionalidade. A competitividade continua a valer mas no sentido do melhor e não de destruição do outro. Assim todos ganham e não apenas um.

Há muito que filósofos da estatura de Martin Heidegger, resgatando uma antiga tradição que remonta aos tempos de César Augusto, vêem no cuidado a essência do ser humano. Sem cuidado ele não vive nem sobrevive. Tudo precisa de cuidado para continuar a existir. Cuidado representa uma relação amorosa para com a realidade. Onde vige cuidado de uns para com os outros desaparece o medo, origem secreta de toda violência, como analisou Freud. A cultura da paz começa quando se cultiva a memória e o exemplo de figuras que representam o cuidado e a vivência da dimensão de generosidade que nos habita, como Gandhi, Dom Helder Câmara e Luther King e outros. Importa fazermos as revoluções moleculares (Gatarri), começando por nós mesmos. Cada um estabelece como projeto pessoal e coletivo a paz enquanto método e enquanto meta, paz que resulta dos valores da cooperação, do cuidado, da com-paixão e da amorosidade, vividos cotidianamente.

PREGADOR DA PALAVRA DO SENHOR

.D-TRÊS- BORRACHA BEATBOX feat AICEMAN. att: bonycde