terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
8º Congresso Brasileiro de Teologia terá William Lane Craig como preletor
8º Congresso Brasileiro de Teologia terá William Lane Craig como preletorEntre os dias 13 e 16 de março acontecerá na cidade de Águas de Lindóia, São Paulo, a 8ª edição do Congresso Brasileiro de Teologia Vida Nova. O evento contará com a presença de William Lane Craig, considerado como uma dos maiores apologetas da atualidade.
Ele será apenas um dos vários preletores desse evento que vai debater sobre as dúvidas e críticas que a cultura contemporânea lança contra a fé cristã. Além de Craig também estarão os teólogos Augustus Nicodemus, Marcos Ebertin, Davi Charles Gomes, Carlos Osvaldo Ponto, Jonas Madureira, Russell P. Shedd e outros.
William Lane Craig ficará por dez dias no Brasil e além de participar do Congresso também vai estar lançando a 2ª edição do livro “Apologética Contemporânea: a veracidade da fé cristã”.
Nessa nova edição o autor amplia questões fundamentais sobre o cristianismo para melhorar o conhecimento acadêmico dos pastores e também de pessoas leigas nesse assunto.
Além disso, a versão da obra inclui os principais argumentos para a existência de Deus, com base nos últimos estudos de astronomia, filosofia e cálculos de probabilidade, além de detalhada defesa histórica da ressurreição de Jesus.
O livro todo traz diálogos positivos para quem precisa esclarecer a relação entre a fé e a razão, a existência de Deus, as falhas na história, os milagres e a ressurreição de Jesus. Ao longo da segunda edição de “Apologética Contemporânea: a veracidade da fé cristã” Craig mostra que existe uma boa razão para acreditar na verdade divina.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Hip Hop Style oferece oficinas culturais gratuitas...
No dia 25 de Fevereiro de 2012 apartir das 13hs, você está convidado a participar das oficinas GRATUITAS que a Pleno Capão realizará em Fevereiro, pra participar é muito fácil, basta você chegar no local 15 minutos antes e se inscrever em qual oficina você vai participar, serão realizadas oficinas de DJ com V-Rep, Beat Box com Borracha, M.C. com Max Musicamente e Dança de Rua com grupo Style, teremos Microfone aberto para rimas improvisadas e pocket show com Max Musicamente e Borracha beat box, vamos chegar que a entrada é franca!
Local: Pleno Capão
End: Av: Ellis Maas nº 231 - Capão Redondo
Próximo a Cohab Adventista- Zona Sul-SP
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Declaração de Dostoievski
Creio que não existe nada de mais belo, de mais profundo, de mais simpático, de mais viril e de mais perfeito do que o Cristo; e eu digo a mim mesmo, com um amor cioso, que não existe e não pode existir. Mais do que isto: se alguém me provar que o Cristo está fora da verdade e que esta não se acha n'Ele, prefiro ficar com o Cristo a ficar com a verdade. (Dostoievski)
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Crianças São Queimadas Vivas Na Faixa de Gaza
As crianças são as maiores vitimas do ataque com bombas de fósforo branco, na faixa de Gaza.
O fósforo branco é usado regularmente para a fabricação de fogos de artifício e bombas de fumaça para camuflar movimentos de tropas, em operações militares.
A sua utilização como componente de armas químicas é proibida pelas Convenções de Genebra e especialmente pela Convenção sobre Armas Químicas, reafirmando os termos do Protocolo de Genebra de 1925, que proíbe o uso de armas químicas e biológicas.
Bombas, munição de artilharia e morteiros, quando contêm fósforo, explodem em flocos inflamáveis, mediante impacto. São artefatos incendiários e causam queimaduras terríveis, podendo mesmo ser letais.
É legal o uso de fósforo branco como componente de foguetes de iluminação e bombas de fumaça, e a Convenção sobre Armas Químicas (CWC) não o inclui na lista de armas químicas.
O fósforo foi usado pelos exércitos desde a Primeira Guerra Mundial. Durante a Segunda Guerra, na Guerra do Vietnam e recentemente por Israel na Operação Chumbo Fundido. Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha também já utilizaram munições com fósforo. Nas últimas décadas, porém, a tendência é o banimento do seu uso, contra qualquer alvo, civil ou militar, em razão dos severos danos causados pela substância e os especialistas acreditam que o fósforo deveria ser mesmo incluído entre as armas químicas, pois queima e ataca o sistema respiratório.
Uma exposição prolongada, sob qualquer forma, pode ser fatal. Segundo a GlobalSecurity.org, citada pelo The Guardian, “Fósforo branco resulta em lesões dolorosas por queimadura química”. Partículas incandescentes de fósforo branco, resultantes da explosão inicial de uma bomba de fósforo, podem produzir extensas, dolorosas e profundas queimaduras (de segundo e terceiro graus).
Queimaduras por fósforo carregam um maior risco de mortalidade do que outras formas de queimaduras devido à absorção de fósforo pelo organismo, através da área queimada, resultando em danos ao fígado, coração, rins e, em alguns casos, falência múltipla de órgãos.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Leia a Bíblia em Um Ano
Você já leu a Bíblia inteira? Muitas pessoas acreditam que o ponto de partida para ler a Bíblia toda é o seu início, ou seja, o livro de Gênesis. Porém, a Bíblia é um conjunto de livros que podem ser lidos em uma ordem variada.
Se você nunca leu a Bíblia inteira, faça o download do programa de leitura diário e do quadro de leitura. Com eles, você poderá fazer a marcação de sua leitura.
:: Programa de Leitura em um ano (Modelo 1)
:: Programa de Leitura em um ano (Modelo 2)
:: Programa de Leitura em um ano (Modelo 3)
:: Quadro de Leitura Bíblica
:: Plano de Leitura Bíblica Infantil
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
A Doação de Constantino

A suposta “Doação de Constantino” (imagem) foi revisada pelo estudo de Lorenzo Valla, no século XV.
Por Rainer Sousa
No processo de formação da Igreja Católica, observamos que o fortalecimento dessa instituição enfrentou situações que ameaçavam a sua unidade. Uma delas ocorreu no ano de 476, quando a queda do último imperador romano do Ocidente estabeleceu o triunfo das invasões bárbaras na Europa. Mais que um simples evento de ordem política e militar, esse acontecimento poderia significar o enfraquecimento do cristianismo frente às religiões pagãs que tomavam corpo.
Foi então que os clérigos da alta cúpula cristã apresentaram a chamada Doação de Constantino, um documento de 337 onde o imperador romano de mesmo nome teria reservado todo o Império Romano do Ocidente para a Igreja. Apesar de não ter assumido os reinos europeus diretamente, esse mesmo documento teve grande força política para expressar a influência dos chefes cristãos frente os reinos que se organizavam naquele tempo.
É assim que vemos, entre outros argumentos, de que modo a Igreja acumulou seu poder de interferência em questões políticas da Europa. Contudo, o peso desse documento acabou sendo desmascarado no século XV, quando o estudioso Lorenzo Valla apresentou uma série de documentos que comprovaria a falsidade do tempo em que o documento da doação teria sido feita.
Naquela época era impossível se valer de algum recurso tecnológico que pudesse calcular exatamente a datação do documento. Foi então que Lorenzo examinou o conteúdo do texto, observando os erros linguísticos existentes e as expressões empregadas em sua construção. Por meio de seus estudos, detectou a presença de helenismos e barbarismo que não correspondiam ao uso da língua latina naqueles tempos do império de Constantino.
Além dessas questões formais, o estudioso percebeu que a natureza do documento, elaborado com um único testemunho, não correspondia ao hábito da época. Ao mesmo tempo, ele apontou como incongruente o uso do termo “sátrapa” (expressão de natureza oriental) para fazer referência aos membros do Senado Romano e a menção de Constantinopla como uma cidade cristã em um tempo em que a mesma, assim como outras regiões dadas como de dominação romana, estava longe de assumir tal posição.
O trabalho de Valla, ao longo do tempo, não significou apenas uma tentativa de se desestabilizar a autoridade do clero. Para os historiadores, sua forma de questionar o documento exigiu a reunião de informações que envolviam as transformações da língua ao longo dos tempos e a necessidade de se estabelecer uma relação de identidade entre o documento e a época em que ele teria sido produzido. Desse modo, a invalidação da Doação de Constantino serviu de grande contributo no estudo do passado.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
CONSTANTINO, LACTÂNCIO E O CRISTIANISMO IRREFORMÁVEL...
Depois da Era Apostólica Original, a comunidade mais ampla dos discípulos que permaneciam fiéis à Palavra dos Apóstolos já mortos, estava cansada...; e as coisas somente pioravam...
Já tinham passado por dez grandes perseguições gerais, muitas outras em regiões especificas, e infindas de natureza individual e pessoal.
Os Apóstolos haviam dito que “o tempo estava próximo”; mas eles próprios haviam partido e o Senhor não voltava...
Enquanto isto [...] não sabiam se ficavam nas cidades ou se buscavam refugio nos montes, covas, florestas, regiões distantes, em cidades subterrâneas, ou nos infindos túneis que cavaram [...], como ainda hoje se vê em muitos lugares, especialmente na Capadócia, na Turquia.
Aos olhos deles todas as predições de Jesus e dos Apóstolos estavam já cumpridas, pois, tudo o que tinham visto nos últimos 280 anos eram guerra e rumores de guerra, revoluções, terremotos, vulcões poderosos e devastadores, pragas, mortes em quantidade impensável, pestes chacinadoras, como nos dias do Imperador Décio; além de que não lhes faltaram [de Nero em diante] inúmeros candidatos perfeitos ao posto de Besta e de Anti-Cristo na Roma/Babilônia, na Grande Meretriz, na Cidade das Sete Colinas.
Entretanto, apesar de tudo, quanto mais sofriam, mais cresciam e se espalhavam; de modo que a perseguição sempre foi o maior espalhador das sementes do Evangelho pelo mundo, desde o tempo dos Imperadores Romanos.
Todavia, o Senhor não voltava...; as perseguições não cessavam; e nem o Império se convertia...
Foi nesse tempo de cansaço de esperança, porém de crescimento pela perseguição, que surgiu o Imperador Constantino.
O Império estava divido, enfraquecido, invadido, somente se impunha pela força dos mercenários e das expansões feitas pela brutalidade; enquanto Roma sucumbia à devassidão, à lassidão, à volúpia, a dês-humanização...
Do mesmo que o Império estava enfraquecido [...] seus deuses também estavam; posto que não impedissem as invasões bárbaras; nem as rebeliões de escravos; nem as revoltas das nações conquistadas; nem os terremotos, nem as pragas, nem os vulcões, nem dassem aos romanos nada que não fosse por eles tomado no saque que faziam às nações que submetiam..., ainda que nunca definitivamente...
O Senhor não voltava, mas Constantino aparecera... Aleluia!... Gritavam os crentes!
Metido na sua corte, como seu escriba, estava um cristão chamado Lactâncio. Foi Lactâncio o “profeta” de Constantino, sim, pois foi dele a interpretação de que o meteoro caído diante deles antes do ataque a Roma, para tomar o poder, era um sinal de Jesus de que Constantino era o “escolhido”, o “cristo da história”, o Imperador que, pela espada, imporia o Reino de Deus, ainda que a proposta fosse a de que o império romano de Constantino não teria fim, sendo uma espécie de “reino davídico dos cristãos” — o que se tornou realidade/engano pelo fato de que a Igreja Católica Apostólica Romana é a Roma de Constantino viva até aos dias de hoje...
Lactâncio teve um papel fundamental na construção do Constantino Décimo Terceiro Apóstolo de Jesus, o apóstolo imperador, o apóstolo da espada, o apóstolo das glórias terrenas e da Igreja Triunfante na Terra, não nos céus.
Foi de Lactâncio a inspiração de que o “tamanho da igreja e sua presença em todo o império”, seria de grande valor político para Constantino. Foi dele a idéia de colocar a chamada Cruz de Constantino como novo Emblema do Império, substituindo a Águia.
Também foi dele a idéia de fazer da fé em Jesus uma Religião Oficial no Império. Sim, o escriba Lactâncio foi um cristão cansado de ser perseguido, e que estava próximo demais do poder para não tentar influenciar em nome de Jesus...
Ora, Lactâncio começou apenas buscando mais tolerância para os cristãos [...], mas depois de um tempo suscitou no Imperador a certeza política de que o grupo dos escravos amantes de Jesus era a melhor base de apoio que ele poderia ter no Império, dado ao tamanho e à capilaridade da igreja dos discípulos de Jesus.
Foi dele também a idéia de que o Imperador agradaria aos cristãos construindo Basílicas nos lugares mais históricos para a fé dos cristãos...
Ele foi a peça fundamental também na construção dos elos entre o Imperador e os bispos das igrejas locais, ainda escondidas e intimidadas.
Da noite para o dia os bispos viravam eminências pardas.
Depois Constantino aprendeu a andar com as próprias pernas, manobrando os bispos na medida em que lhes dava poder...
Foi por tal poder que o antigo crescimento dos cristãos se perdeu, virando inchaço e adesão... Logo surgiram os sincretismos... A seguir a bruxaria tomou conta em nome de Jesus, de um lado; e, de outro lado, surgiram os eruditos oficiais dos ditos de Deus, os teólogos; tudo sob o patrocínio do Imperador.
Constantino continuou matando e sendo inclemente com muitos... Foi ele quem primeiro invocou em “nome de Jesus” o principio diabólico da guerra santa e da igreja de espada na mão.
As raízes do Cristianismo Constantiniano [aliás, o único Cristianismo, posto que Jesus nunca tenha fundado nenhuma religião ou Cristianismo] — determinam até hoje quase tudo aquilo que a “igreja” chama de “Deus”, de “Jesus”, de “Igreja”, de “Doutrina”, de “Poder”, de “Estado”, de “Direito”, de “Ciência Teológica”; e está presente em todas as formas de governo e disciplina na “Igreja”.
Ora, como Jesus não voltara, mas Constantino aparecera como um ladrão de noite, os crentes logo celebraram a vitória de Constantino como uma manifestação da vinda do Senhor de forma diferente; como reino glorioso feito pelo poder de um império de trevas...
Em menos de trinta anos um grupo de milhões de discípulos de Jesus, que viviam de modo singelo e hebreu no caminhar, se tornou o poder dominante de um Império, do maior de todos os Impérios, do Império Romano; e, assim, sem pestanejar, reinterpretaram Jesus e a Sua vinda; e celebraram o reino de Deus nas garras da Meretriz Oportunista, que agora apenas dava aos famintos a chance de transformarem pedras em pães, de pularem do Pináculo do Templo com a escolta de anjos imperiais, em troca de darem apenas apoio político ao Imperador, enquanto eles, a agora não mais Igreja, mas apenas “igreja” [...], ganhavam todos os reinos deste mundo...
Praticamente ninguém mais conseguiu ser cristão sem levar alguma marca da Besta Constantiniana; sim, seja nos temas da vida; na idéia acerca de quem é Deus; ou acerca da Trindade [esquartejada em Nicéia]; ou da noção de influencia do Reino de Deus neste mundo; ou de guerra santa e justa; ou de evangelização; ou de teologia; ou de credo; ou de modo de governo; ou de importância humana e histórica; e de um monte de outras coisas... — que não nos tenham vindo como herança de Constantino; e que influenciaram toda a “Cristandade”; e que deram forma ao Cristianismo, que fizeram uma Dieta no Protestantismo, mas que nele não perderam o DNA; e que hoje estão revividas com todas as forças entre os Evangélicos, todos eles, mas especialmente entre os Neo-Pentecostais.
Hoje Constantino tem no Brasil a cara de um Macedino!...
Constantino é o Pai do Cristianismo!...
O Católico, ou Universal em Constantino, não são termos que têm o sentido da catolicidade e da universalidade do espírito de tais termos conforme o espírito do Evangelho.
Católico e Universal em Constantino são termos que significam exatamente aquilo que os termos Católico e Universal se tornaram no Cristianismo...
Sim, Constantino é o Pai do Cristianismo!... Somente ele; e Jesus esteve fora...; sempre...
Jesus esteve presente [...] como apenas sempre apenas nos corações [...]; mas nada teve a ver com toda a História da Igreja [...] de Constantino para cá.
Jesus teve a ver com a história de milhões de pessoas, mas não com a História da Igreja de Constantino, que é todo o Cristianismo, especialmente em sua manifestação ocidental, ainda que o fenômeno tenha sido “católico” em sua influencia “universal” do reino imperial de “Deus”...
Esta é a razão de a “igreja” ser tão diferente de Jesus e tão semelhante a Constantino.
Sim, pois o espírito do Cristianismo sempre foi e será “romano” em seu DNA; e tal espírito é anticristo em relação ao Evangelho de Jesus.
Já tinham passado por dez grandes perseguições gerais, muitas outras em regiões especificas, e infindas de natureza individual e pessoal.
Os Apóstolos haviam dito que “o tempo estava próximo”; mas eles próprios haviam partido e o Senhor não voltava...
Enquanto isto [...] não sabiam se ficavam nas cidades ou se buscavam refugio nos montes, covas, florestas, regiões distantes, em cidades subterrâneas, ou nos infindos túneis que cavaram [...], como ainda hoje se vê em muitos lugares, especialmente na Capadócia, na Turquia.
Aos olhos deles todas as predições de Jesus e dos Apóstolos estavam já cumpridas, pois, tudo o que tinham visto nos últimos 280 anos eram guerra e rumores de guerra, revoluções, terremotos, vulcões poderosos e devastadores, pragas, mortes em quantidade impensável, pestes chacinadoras, como nos dias do Imperador Décio; além de que não lhes faltaram [de Nero em diante] inúmeros candidatos perfeitos ao posto de Besta e de Anti-Cristo na Roma/Babilônia, na Grande Meretriz, na Cidade das Sete Colinas.
Entretanto, apesar de tudo, quanto mais sofriam, mais cresciam e se espalhavam; de modo que a perseguição sempre foi o maior espalhador das sementes do Evangelho pelo mundo, desde o tempo dos Imperadores Romanos.
Todavia, o Senhor não voltava...; as perseguições não cessavam; e nem o Império se convertia...
Foi nesse tempo de cansaço de esperança, porém de crescimento pela perseguição, que surgiu o Imperador Constantino.
O Império estava divido, enfraquecido, invadido, somente se impunha pela força dos mercenários e das expansões feitas pela brutalidade; enquanto Roma sucumbia à devassidão, à lassidão, à volúpia, a dês-humanização...
Do mesmo que o Império estava enfraquecido [...] seus deuses também estavam; posto que não impedissem as invasões bárbaras; nem as rebeliões de escravos; nem as revoltas das nações conquistadas; nem os terremotos, nem as pragas, nem os vulcões, nem dassem aos romanos nada que não fosse por eles tomado no saque que faziam às nações que submetiam..., ainda que nunca definitivamente...
O Senhor não voltava, mas Constantino aparecera... Aleluia!... Gritavam os crentes!
Metido na sua corte, como seu escriba, estava um cristão chamado Lactâncio. Foi Lactâncio o “profeta” de Constantino, sim, pois foi dele a interpretação de que o meteoro caído diante deles antes do ataque a Roma, para tomar o poder, era um sinal de Jesus de que Constantino era o “escolhido”, o “cristo da história”, o Imperador que, pela espada, imporia o Reino de Deus, ainda que a proposta fosse a de que o império romano de Constantino não teria fim, sendo uma espécie de “reino davídico dos cristãos” — o que se tornou realidade/engano pelo fato de que a Igreja Católica Apostólica Romana é a Roma de Constantino viva até aos dias de hoje...
Lactâncio teve um papel fundamental na construção do Constantino Décimo Terceiro Apóstolo de Jesus, o apóstolo imperador, o apóstolo da espada, o apóstolo das glórias terrenas e da Igreja Triunfante na Terra, não nos céus.
Foi de Lactâncio a inspiração de que o “tamanho da igreja e sua presença em todo o império”, seria de grande valor político para Constantino. Foi dele a idéia de colocar a chamada Cruz de Constantino como novo Emblema do Império, substituindo a Águia.
Também foi dele a idéia de fazer da fé em Jesus uma Religião Oficial no Império. Sim, o escriba Lactâncio foi um cristão cansado de ser perseguido, e que estava próximo demais do poder para não tentar influenciar em nome de Jesus...
Ora, Lactâncio começou apenas buscando mais tolerância para os cristãos [...], mas depois de um tempo suscitou no Imperador a certeza política de que o grupo dos escravos amantes de Jesus era a melhor base de apoio que ele poderia ter no Império, dado ao tamanho e à capilaridade da igreja dos discípulos de Jesus.
Foi dele também a idéia de que o Imperador agradaria aos cristãos construindo Basílicas nos lugares mais históricos para a fé dos cristãos...
Ele foi a peça fundamental também na construção dos elos entre o Imperador e os bispos das igrejas locais, ainda escondidas e intimidadas.
Da noite para o dia os bispos viravam eminências pardas.
Depois Constantino aprendeu a andar com as próprias pernas, manobrando os bispos na medida em que lhes dava poder...
Foi por tal poder que o antigo crescimento dos cristãos se perdeu, virando inchaço e adesão... Logo surgiram os sincretismos... A seguir a bruxaria tomou conta em nome de Jesus, de um lado; e, de outro lado, surgiram os eruditos oficiais dos ditos de Deus, os teólogos; tudo sob o patrocínio do Imperador.
Constantino continuou matando e sendo inclemente com muitos... Foi ele quem primeiro invocou em “nome de Jesus” o principio diabólico da guerra santa e da igreja de espada na mão.
As raízes do Cristianismo Constantiniano [aliás, o único Cristianismo, posto que Jesus nunca tenha fundado nenhuma religião ou Cristianismo] — determinam até hoje quase tudo aquilo que a “igreja” chama de “Deus”, de “Jesus”, de “Igreja”, de “Doutrina”, de “Poder”, de “Estado”, de “Direito”, de “Ciência Teológica”; e está presente em todas as formas de governo e disciplina na “Igreja”.
Ora, como Jesus não voltara, mas Constantino aparecera como um ladrão de noite, os crentes logo celebraram a vitória de Constantino como uma manifestação da vinda do Senhor de forma diferente; como reino glorioso feito pelo poder de um império de trevas...
Em menos de trinta anos um grupo de milhões de discípulos de Jesus, que viviam de modo singelo e hebreu no caminhar, se tornou o poder dominante de um Império, do maior de todos os Impérios, do Império Romano; e, assim, sem pestanejar, reinterpretaram Jesus e a Sua vinda; e celebraram o reino de Deus nas garras da Meretriz Oportunista, que agora apenas dava aos famintos a chance de transformarem pedras em pães, de pularem do Pináculo do Templo com a escolta de anjos imperiais, em troca de darem apenas apoio político ao Imperador, enquanto eles, a agora não mais Igreja, mas apenas “igreja” [...], ganhavam todos os reinos deste mundo...
Praticamente ninguém mais conseguiu ser cristão sem levar alguma marca da Besta Constantiniana; sim, seja nos temas da vida; na idéia acerca de quem é Deus; ou acerca da Trindade [esquartejada em Nicéia]; ou da noção de influencia do Reino de Deus neste mundo; ou de guerra santa e justa; ou de evangelização; ou de teologia; ou de credo; ou de modo de governo; ou de importância humana e histórica; e de um monte de outras coisas... — que não nos tenham vindo como herança de Constantino; e que influenciaram toda a “Cristandade”; e que deram forma ao Cristianismo, que fizeram uma Dieta no Protestantismo, mas que nele não perderam o DNA; e que hoje estão revividas com todas as forças entre os Evangélicos, todos eles, mas especialmente entre os Neo-Pentecostais.
Hoje Constantino tem no Brasil a cara de um Macedino!...
Constantino é o Pai do Cristianismo!...
O Católico, ou Universal em Constantino, não são termos que têm o sentido da catolicidade e da universalidade do espírito de tais termos conforme o espírito do Evangelho.
Católico e Universal em Constantino são termos que significam exatamente aquilo que os termos Católico e Universal se tornaram no Cristianismo...
Sim, Constantino é o Pai do Cristianismo!... Somente ele; e Jesus esteve fora...; sempre...
Jesus esteve presente [...] como apenas sempre apenas nos corações [...]; mas nada teve a ver com toda a História da Igreja [...] de Constantino para cá.
Jesus teve a ver com a história de milhões de pessoas, mas não com a História da Igreja de Constantino, que é todo o Cristianismo, especialmente em sua manifestação ocidental, ainda que o fenômeno tenha sido “católico” em sua influencia “universal” do reino imperial de “Deus”...
Esta é a razão de a “igreja” ser tão diferente de Jesus e tão semelhante a Constantino.
Sim, pois o espírito do Cristianismo sempre foi e será “romano” em seu DNA; e tal espírito é anticristo em relação ao Evangelho de Jesus.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Ficção Misticista
Quando adolescente, curtia muito histórias de ficção científica, especialmente em histórias em quadrinhos ou em alguns seriados antigos. O pessoal que tem lá seus 40 deve lembrar de “Túnel do Tempo”, “Perdidos no Espaço”, “Viagem ao Fundo do Mar” e outros clássicos do gênero como “Jornada nas Estrelas” que ainda é exibido.
Quando descobri um canal à cabo de Ficção Cientifica achei ótimo, e passei a ser espectador do canal que fazia lembrar as aventuras imaginadas e conversas animadas dos garotos que se encantavam com esse gênero de ficção há décadas atrás. Mas logo percebi que a ficção cientifica não é mais a mesma. Os filmes são mais ficção mística, ou espiritual do que de fato cientifica. Fantasmas e seus congêneres, como panteísmo, animismo e outros pontos de vista religiosos são apresentados como ficção cientifica, quando na verdade não são sequer ciência, são religião. E cada macaco deve procurar o seu galho.
Isso pode se explicar por um fenômeno mercadológico que tem também faces espirituais.
É fenômeno mercadológico porque ninguém mais se impressiona com a ciência, ela não é mais algo distante e maravilhoso, já está no nosso dia a dia. Os walkie talkies dos astronautas de “Terra de Gigantes” são ridículos perto dos celulares de qualquer criança. O computador então, nem se fala. A ciência perdeu seu poder de maravilhar os adolescentes. Aí entra o lado espiritual: o mercado de filmes de ficção precisa de um objeto de fascinação inalcançável para que mantenha a longevidade do negócio.
É só por isso que mudaram o foco. Não tem nada haver com física quântica ou outras justificativas acochambradas. Precisam ganhar muito dinheiro, usam a especulação espiritual, como qualquer falso profeta faria. Não é novidade, a Bíblia já nos diz em 1 Timóteo 4.1 que “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios” e que “E desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas” 2Tm 4:4. Devido a essa tendência das pessoas no mundo moderno “surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos” Mat 24:11.
Ao contrário do que Dizem, Deus não morreu. A humanidade sabe disso, mas não quer se submeter ao Deus que enviou Jesus para nos Salvar, limpado-nos de nossos pecados e nos tornando novas criaturas. Tentam negar a Deus mas precisam satisfazer seu vazio espiritual, e tentam fazê-lo com fábulas e outras coisas que lhes agradam. Mas não se engane, Deus não pode ser substituído por nada, nem ninguém no coração do homem. Viver sem Deus é caminhar para a morte, pois quem afasta-se da fonte da vida já está morto eternamente pois não tem poder de gerar vida por si mesmo.
Eu gosto de ficção cientifica, mas não gosto de ficção misticista. Vivemos numa era de misticismo enlatado, ou “digitalizado”, que é produzido em massa para a perdição de muitos.
A fé em Jesus é mais simples, veja só: reconhecer que somos pecadores, arrepender-nos de nossos pecados, confessar e aceitar a Cristo como Senhor para ir morar no céu. Isso não dá bilheteria, tanto é que até muitas igrejas ou empresas evangélicas sequer pregam isso, preferem a auto ajuda e outras pregações mais populares, mas com certeza a Fé Genuína e e Salvadora em Jesus é o único e infalível caminho para a Salvação. Aceitar a Jesus não tem temporada. O tempo aceitável é agora, aceite-o em seu coração.
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Crescimento e desenvolvimento na adolescência
A adolescência é definida como a fase de transição entre a infância e a idade adulta, uma passagem que pode durar até dez anos (dez aos vinte anos), dependendo do indivíduo, de seu ambiente social, escolar e familiar. A puberdade refere-se a um conjunto de modificações biológicas que vão resultar em capacidade reprodutora.
A puberdade pode variar de indivíduo para indivíduo, quanto a idade de seu início e velocidade das mudanças, segundo influência de fatores hereditários, nutricionais, e pré-existência de doenças crônicas tais como asma, diabetes, doenças gastrointestinais, renais, cardíacas etc.
Seqüência de mudanças físicas nas meninas
A puberdade feminina ocorre um pouco mais cedo do que a dos meninos, embora dure um pouco mais. Primeiramente há uma progressiva deposição de tecido adiposo (gordura) ao redor dos quadris, seguida rapidamente pelo surgimento do broto mamário, que pode ser uni ou bilateral, e dos primeiros pêlos pubianos. Geralmente isto se dá por volta dos onze anos (podendo variar entre 8 e 13 anos). Ao redor de um ano após o início do desenvolvimento das mamas acontece um intenso aumento em estatura, conhecido com estirão puberal.
Aproximadamente seis meses após este aumento da velocidade de crescimento costuma ocorrer a primeira menstruação, a menarca. Percebemos, assim, que a primeira menstruação é um fato relativamente tardio na seqüência de eventos da puberdade. Em termos práticos, como referência, o intervalo de tempo entre o surgimento dos brotos mamários e a menarca costuma ser de cerca de dois anos, dois anos e meio.
Seqüência de mudanças físicas nos meninos
Os meninos, diferentemente das meninas, não têm em seu processo de maturação sexual nenhum fato tão expressivo quanto o aparecimento do broto mamário ou a menarca. As emissões noturnas de esperma, durante o sono, poderiam ser consideradas como algo da mesma importância que a menstruação para as meninas, mas não têm a mesma regularidade.
Em torno dos onze anos, podendo variar entre 9 e 13 anos, os testículos começam a aumentar de volume, ainda sem modificação do tamanho do pênis, o que só vai ocorrer após mais ou menos um ano a partir disto. Um pouco antes do começo do crescimento do pênis surgem os primeiros sinais de pêlos pubianos e de pêlos axilares. O crescimento testicular e peniano pode estar completo entre os doze anos e meio e os dezessete anos, dependendo de quando as modificações começaram a acontecer naquele indivíduo.
O aumento da velocidade de crescimento - estirão puberal - acontece um pouco mais tarde nos meninos do que nas meninas, depois do início do aumento dos testículos.
Problemas freqüentes na puberdade
Mamas de tamanhos diferentes - No início da puberdade uma mama pode começar seu desenvolvimento um pouco antes que a outra, mas ao longo do tempo a tendência é que as duas fiquem mais parecidas em tamanho. Entretanto, é relativamente comum que mulheres adultas tenham seios ligeiramente desiguais, o que nem sempre é facilmente observável. Massas palpáveis nos seios são geralmente cistos ou tumores benignos, dentre outras causas, sendo necessário procurar um médico nestes casos e realizar alguns exames. Câncer de mama é bastante raro nesta faixa etária.
Corrimento ou secreção vaginal - É bastante freqüente que as adolescentes sejam levadas ao médico para averiguação de secreção vaginal. Nesta fase da vida é comum a presença de secreção fina, clara ou leitosa, sem coceira ou mau odor, provocada pela ação dos hormônios estrogênios na mucosa uterina, um pouco antes da menstruação. Maus hábitos de higiene após urinar ou evacuar, ou o uso de roupas muito apertadas, podem levar à mudança das características desta secreção, com contaminação por bactérias presentes nas fezes. É bom lembrar que algumas doenças sexualmente transmissíveis também se manifestam através de secreção vaginal anormal, de aspecto amarelado, em maior volume, com mau cheiro ou com coceira.
Irregularidade menstrual - Durante cerca de um ano após a menarca os ciclos menstruais são geralmente irregulares, tanto no que se refere ao intervalo entre um e outro quanto na duração do fluxo menstrual. Eventualmente este período de irregularidade pode se prolongar além de um ano, mas o tratamento hormonal deve ser evitado sempre que possível, embora a situação seja um pouco inquietante tanto para a adolescente quanto para a família. Devemos ressaltar que estes ciclos irregulares são geralmente anovulatórios, ou seja, ocorrem em geral sem ovulação. Algumas meninas, porém, podem ovular desde o seu primeiro ciclo menstrual.
Ausência de menstruação - Consideramos um problema médico quando a menstruação ainda não aconteceu numa menina de dezesseis anos que já tem seios ou numa menina de quatorze anos que não apresenta sinais de desenvolvimento das mamas. Um outro problema é quando a menstruação desaparece por mais de três meses consecutivos, exceto no primeiro ano após a primeira menstruação, pois neste período ela tem características irregulares. Várias podem ser as causas desta situação, sendo muitas vezes necessária a ajuda tanto do ginecologista quanto do endocrinologista. Fatores ligados à prática de atividade física em excesso, obesidade, deficiências nutricionais, stress (questões familiares, problemas na escola ou com o grupo social), uso de alguns tipos de medicamentos, inclusive anticoncepcionais orais, presença de hímen malformado, sem o orifício normal que permite a passagem do fluxo menstrual, algumas doenças e, finalmente, gravidez, podem ser causas da ausência de menstruação.
Disfunção do sangramento uterino - Os ciclos menstruais normais variam entre 21 e 35 dias, contados desde o primeiro dia de menstruação até o primeiro do próximo ciclo. O fluxo geralmente é de no máximo sete dias. Para efeito de cálculo da intensidade do fluxo menstrual podemos utilizar o número de trocas de absorventes feitas ao longo do dia. O gasto de mais de seis absorventes ou de dez tampões por dia durante mais de oito dias seguidos, geralmente indica fluxo excessivo, embora a freqüência de troca varie bastante entre as mulheres, o que pode dificultar a análise da situação. Geralmente o sangramento excessivo é acompanhado por ciclos sem ovulação, e causado por distúrbios hormonais. Uma minoria dos casos é provocada por distúrbios da coagulação sanguínea ou outras doenças. A principal conseqüência para a saúde da adolescente é a possibilidade de acontecer anemia causada pela perda prolongada de sangue.
Cólicas menstruais - Cerca de 65% das adolescentes se queixam de cólicas nos primeiros três dias da menstruação. Geralmente não há uma doença associada a esta condição, embora isto seja possível, como nos casos de anormalidades anatômicas, tumores benignos e a endometriose, que é a presença anormal de tecido uterino fora do útero. Sabemos também que, embora já se conheçam os mecanismos bioquímicos que causam a cólica menstrual, os fatores psicológicos ou emocionais podem estar relacionados a este problema.
Ginecomastia - Este nome complicado é sinônimo do aumento do tamanho das mamas em meninos. Embora seja muitas vezes motivo de piada e de comportamentos anti-sociais, é bastante comum (é encontrada em 50-60% dos meninos no início da adolescência), benigna e costuma desaparecer sozinha ao longo do período de crescimento. Este aumento das mamas pode ser acompanhado e complicado pelo excesso de peso, uma vez que a gordura pode se depositar nesta região do corpo. Não se conhece muito bem a causa da ginecomastia, embora se saiba que uma minoria de casos está relacionada a algumas doenças renais, hepáticas, glandulares (problemas da tireóide, por exemplo), e ao uso de alguns medicamentos ou drogas. A prática regular de natação ou de musculação com prévio aconselhamento médico pode beneficiar os portadores desta condição pois ajuda a desenvolver a musculatura peitoral e a "disfarçar" o problema. Numa minoria de casos pode ser necessária a administração de um medicamento para controlar a ginecomastia, bem como também a cirurgia plástica.
Anormalidades do crescimento
O crescimento é influenciado por diversos fatores, dentre eles a hereditariedade, fatores nutricionais, ambientais (questões afetivas, familiares, psicológicas, socioeconômicas e glandulares). O crescimento do adolescente deve ser medido em intervalos nunca menores do que seis meses, uma vez que o crescimento não é linear e constante durante os doze meses do ano, acontecendo em "surtos", durante alguns meses e depois dando pausas.
A suspeita de "baixa estatura" costuma ocorrer quando os pais ou familiares comparam o adolescente a outros da mesma idade, embora esta comparação deva ser feita considerando-se também a questão racial, o sexo, e também outros adolescentes da mesma família. Entretanto o diagnóstico de baixa estatura ou de crescimento insuficiente deve ser feito por um médico, pois depende de correlações entre estatura materna e paterna, e avaliação do crescimento num determinado intervalo de tempo, idealmente pelo menos um ano, além de medidas de outros segmentos corporais. Numa análise global entra também o aspecto da maturação sexual, pois muitas vezes os pais podem interpretar como problema de crescimento, por exemplo, um adolescente de treze anos que ainda não tenha passado pela fase do já citado estirão da puberdade, quando acontece um rápido aumento de estatura. Compará-lo com outro menino da mesma idade que esteja em plena fase de crescimento rápido, ou que já tenha passado por ela, pode levar a uma falsa impressão. Outras avaliações, incluindo-se dosagens hormonais, radiografias ósseas e outros exames podem ser necessários.
Dentre as principais causas de baixa estatura na adolescência podemos citar a baixa estatura familiar, a baixa estatura constitucional (indivíduos que crescem devagar mas que atingem uma estatura normal ao final do período de crescimento), a deficiência do hormônio do crescimento, problemas relacionados à glândula tireóide, diabetes sem controle, doenças ósseas, asma, desnutrição, AIDS, doenças genéticas etc.
Em contrapartida ao problema da baixa estatura, que freqüentemente leva o adolescente ao consultório médico, temos o oposto, que é a "alta estatura", o que é mais raro ser motivo de consulta mas que pode ser um distúrbio. A alta estatura pode ser hereditária ou constitucional, ou pode ser resultado de distúrbios glandulares, síndromes genéticas e outras doenças.
Desordens da puberdade
Atraso da puberdade - A puberdade está atrasada quando ainda não deu sinais (broto mamário ou início do aumento dos testículos) até os treze anos nas meninas e até os quatorze anos nos meninos.
Puberdade precoce - Consideramos puberdade precoce casos em que os primeiros sinais de maturação sexual ocorrem antes dos nove anos em meninos e antes dos oito anos em meninas. Existem numerosas causas para tais alterações, que devem ser cuidadosamente investigadas pelos médicos especialistas (endocrinologistas, geneticistas etc). É importante destacar que tem grande valor o acompanhamento do crescimento e do desenvolvimento do adolescente com regularidade e uma periodicidade de duas consultas ao ano, para que eventuais problemas possam ser identificados e tratados no momento certo.
Maria Elisabete Rodrigues Barbosa é médica de crianças e adolescentes.
Fonte: http://www.iupe.org.br/ass/educacao/edu-puberdade_crescimento_e_desenvolvimento.htm
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