MISSÃO PROTESTANTE NA ANGOLA PORTUGUESA

IMPRESSOS PARA USO EM ESCOLAS MISSIONÁRIAS: 

O CASO DE UMA PROFESSORA BRASILEIRA
EM MISSÃO PROTESTANTE NA ANGOLA PORTUGUESA


Michele de Barcelos Agostinho

O uso de impressos pelos cristãos protestantes é uma prática que
remonta aos tempos da Reforma. A invenção da imprensa, a tradução
da Bíblia para línguas vernáculas e a valorização dada ao
indivíduo na livre interpretação dos textos sagrados permitiram a maior
circulação do livro cristão e o acesso a sua leitura. Desde então, a produção
editorial protestante tomou grande vulto e, nos últimos anos, têm
se tornado crescentes os estudos que analisam sua importância histórica.1
que circularam nas escolas missionárias situadas no planalto central de 
Angola nos anos de 1920 e 1930.2
 A personagem que motiva este trabalho
é Celenia Pires Ferreira, pernambucana, professora em Campina Grande, Paraíba, e missionária da Igreja Congregacional, que, em 1929, deixou o Brasil e foi para a África. Permaneceu em Angola até 1934, tendo, depois, visitado também a Nigéria. Em 1936, retornou ao Brasil e doou ao Museu Nacional do Rio de Janeiro, então dirigido por Edgar sua estadia em solo africano.






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